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Filho do prefeito de Brasilândia de Minas é suspeito de cometer homofobia e ameaça com canivete

Crimes teriam sido cometidos em um bar no dia 23 de dezembro 

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Raphael Queiroz, filho do Prefeito Oséias Queiroz de Brasilândia de Minas, está sendo acusado de uma suposta homofobia e ameaça com canivete. O crime teria acontecido em um bar no Centro de Brasilândia de Minas, onde Raphael teria ameaçado um homem de 28 anos, motivado pela orientação sexual da vítima.

A vítima Marlon Silva tem 28 anos de idade e mora na cidade de Brasilândia de Minas durante todo esse tempo. Em relato ao JP Agora, ele disse que estava no bar Flamboyant, no Centro, com alguns amigos quando foi surpreendido por Raphael, que, segundo seu relato, o ameaçou com um canivete.

“Eu fui vítima de homofobia e racismo aqui na cidade, eu estava no restaurante como de costume e o Raphael chegou lá sob o efeito de álcool, segundo as irmãs dele. Ele colocou um canivete em meu pescoço e simplesmente disse que iria me matar, sofri ameaças, ficou olhando para mim, insultou a mim pela minha orientação sexual também insultou a minha amiga que estava comigo”, disse o rapaz.

Segundo Marlon, ele contou do episódio aos pais, que ficaram assustados, pois nunca havia sido ameaçado por sua orientação sexual antes. Marlon disse que o episódio de homofobia aconteceu na noite do último sábado, 23 de dezembro, porém o registro da ocorrência foi realizado nesta última quinta-feira, 28 de dezembro. O motivo do tempo, segundo o rapaz, foi porque no dia uma policial pediu para que voltasse depois para registrar, pois, caso houvesse flagrante, Marlon teria que ir à Paracatu.

O JP Agora questionou o comandante do destacamento de Brasilândia sobre a orientação da policial de plantão em registrar a ocorrência posteriormente e, em resposta, ele disse desconhecer essa informação e se colocou à disposição do rapaz para registrar a ocorrência nesta quinta-feira, 28 de dezembro, e assim foi feito.

“Ele disse que a vontade dele era me matar com o canivete no meu pescoço. Ele só não fez nada porque a minha amiga que estava comigo gritou com ele e perguntou o porquê daquilo, eu fiquei sem entender o motivo, eu nunca havia feito nada com ele”, relatou.

Na ocorrência registrada nesta quinta-feira, a vítima relatou o episódio ocorrido com ele destacando que o suspeito, Raphael, colocou um canivete em seu pescoço e o ameaçou. Afirmou, ainda, que não tem relacionamento com o suspeito e não sabe a motivação para a ação.

O local em que Marlon possivelmente foi vítima de homofobia e ameaça possui câmeras de segurança. O JP Agora solicitou as imagens à proprietária, mas ela não respondeu às solicitações.

O JP Agora entrou em contato com Raphael, porém nenhuma resposta foi dada. Entramos em contato com o Prefeito Oséias, pai do suspeito, porém as solicitações também não foram atendidas até o fechamento da reportagem.

Marlon disse ter interesse em representar contra o suspeito. O caso agora seguirá em investigação pela Polícia Civil.

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Galo
1 mês atrás

Esperar o que desses que se acham acima de tudo . Filho de politico acha que é superior a todos.

Pé roxo
1 mês atrás

Complicado, ambos são excelentes pessoas.