A novela judicial que envolve uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil ganhou um desfecho dramático nesta terça-feira (25), quando a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, por unanimidade, a falência da Oi. A decisão confirma o colapso financeiro da companhia menos de um ano após a primeira quebra ter sido anunciada e marca o fim das tentativas de reestruturação via recuperação judicial.
O novo decreto de falência ocorre depois que os desembargadores negaram recursos apresentados pelos bancos credores Bradesco e Itaú, que defendiam a manutenção das atividades para evitar prejuízos a clientes e funcionários. A empresa acumula uma dívida estimada em R$ 44 bilhões junto a cerca de 164 mil credores e não conseguiu honrar os compromissos nem mesmo durante o segundo processo de recuperação judicial, iniciado após a suspensão da primeira sentença de novembro de 2025.
Com a confirmação da quebra, a magistrada Monica Maria Costa Di Piero determinou a contratação de novos administradores judiciais para gerir a massa falida e garantiu a preservação dos direitos trabalhistas. Especialistas apontam que o foco agora se volta para a avaliação real do patrimônio restante da operadora, já que muitos ativos podem estar vinculados a garantias, o que deve iniciar uma complexa disputa jurídica para definir quais credores serão pagos com os bens disponíveis.
