Uma mulher de 39 anos procurou a redação do JP Agora para relatar os momentos de terror que viveu nas mãos do ex-namorado na tarde de ontem, 11 de abril, na residência dele. Adriana Rosa dos Santos contou que passou três longas horas sendo agredida incessantemente por Anilton Santos e que ele tentou matá-la. A Polícia Militar foi acionada, mas o homem conseguiu fugir.
Adriana resolveu procurar a reportagem do site para que os crimes cometidos pelo ex-namorado não fiquem impunes e também como forma de incentivar outras mulheres que passam pela mesma situação a também procurarem ajuda. A entrevista foi concedida através de ligação telefônica, na qual a mulher contou tudo o que aconteceu.
Segundo Adriana, seu relacionamento com Anilton durou cerca de dois anos e meio, período em que houveram outras agressões como empurrões, puxões, ataques de fúria, mas nada comparado com o que aconteceu na tarde de ontem, 11 de abril. A mulher contou que o ex-namorado não aceitava o término e não se contentava com o fato de que ela já estava em outro relacionamento, mas disse que, mesmo assim, os dois mantinham um relacionamento de amizade.
No início da tarde de ontem, Anilton a chamou para ir em sua residência comer um peixe frito. Adriana disse que aceitou o convite justamente porque acreditava que os dois estavam conseguindo manter uma amizade, mas percebeu que ele estava alterado assim que chegou na residência, por volta das 15 horas. Então, ela saiu da casa e foi embora. Anilton a seguiu e, na esquina da residência, a abordou e a arrastou para dentro de casa novamente. Começava, então, o sofrimento da mulher.
“Cheguei a fazer xixi na roupa quase morrendo”
Ainda segundo o relato de Adriana, já no interior da residência, o ex-namorado a jogou de costas contra uma caixa de madeira, sendo esta a primeira agressão. Logo na sequência, Anilton a jogou no chão e, neste momento, Adriana conta que ficou tonta e perdeu a consciência por alguns instantes, recobrando-a já deitada na cama, quando então começou a gritar por socorro.
Adriana seguiu seu relato dizendo que Anilton partiu para cima dela na cama e começou a tentar fazê-la calar. Neste momento, a mulher tinha certeza que o pior aconteceria, segundo contou para o JP Agora bastante emocionada.
“Ele me levou para a cama e eu comecei a gritar por socorro. Neste momento, ele abria minha boca com uma mão e colocava o travesseiro dentro com a outra. Viu que eu não calava, me enforcou com o travesseiro, cheguei a fazer xixi na roupa quase morrendo, ele tirou o travesseiro e me enforcou com as duas mãos no pescoço, depois ele começou a tampar minha boca. Eu mordia os dedos dele para conseguir gritar por socorro.”
A mulher contou, ainda, que tentou passar um código para um mototaxista clamando por socorro, mas não obteve êxito. Ela permaneceu na casa até as 18 horas até que conseguiu fugir aproveitando que Anilton foi até o banheiro para ligar para o atual namorado dela para tentar fazer ciúmes. Foram momentos de tensão e várias quadras percorridas a pé, até que ela encontrou um conhecido, que a ajudou a chamar a Polícia Militar.
Adriana contou, por fim, que foi socorrida pela PM até a UPA, onde recebeu os atendimentos necessários. O médico de plantão atestou a presença de hematomas na região dos lábios, escoriações no hemitórax esquerdo e na região cervical anterior. Anilton não foi encontrado pelos policiais para ser preso em flagrante e não foi encontrado para prestar suas declarações até o fechamento desta reportagem.
Passado o susto, a mulher já sente os traumas das agressões e clama por justiça.
“Ainda não acredito que eu estou viva. Nunca pensei que passaria por isso. Ele é bastante conhecido na cidade e não quero que nenhuma mulher passe pelo que eu passei e quero que saibam quem ele realmente é porque eu já tinha separado dele há mais de 4 meses, já estava namorando outra pessoa, nunca esperava que ele fosse fazer uma coisa dessa. Estou com muito medo porque a irmã dele me disse que se ele falou que vai me matar, a chance disso se concretizar é muito grande.”
O JP Agora seguirá acompanhando o caso. Se você é vítima de qualquer tipo de violência doméstica, não hesite em buscar ajuda. Chame a polícia através do 190 ou ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). Não se cale!
