A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu nesta semana o inquérito que investigava um caso de injúria racial ocorrido em 24 de maio de 2023, no Supermercado Líder, no bairro Alvorada, em João Pinheiro. O suspeito foi indiciado após ofender uma operadora de caixa com termos racistas como “crioula”, “pixaim” e “preta”. O caso agora segue para o Ministério Público.
De acordo com a investigação, o incidente aconteceu após um desentendimento no atendimento. O cliente havia solicitado o parcelamento de uma compra no valor de R$ 105,00 em três vezes, mas a operadora registrou o pagamento em parcela única por engano. Irritado, o homem começou a insultar a funcionária, usando termos pejorativos relacionados à cor da pele dela.
Ainda segundo o inquérito, testemunhas que presenciaram a situação confirmaram as ofensas. O cliente teria dito que o erro era “coisa de preto” e, ao sair do local, ironizou a vítima, afirmando que era racista e sugerindo que chamasse a polícia. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar logo após o ocorrido.
Investigação e indiciamento
Durante a investigação, a Polícia Civil colheu depoimentos de testemunhas e analisou imagens das câmeras de segurança do supermercado. Com base nos elementos reunidos, o delegado responsável indiciou o suspeito pelo crime de injúria racial, previsto na Lei 7.716/89.
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferecerá denúncia à Justiça. Se condenado, o suspeito pode enfrentar pena de reclusão, conforme previsto na legislação.
A Rede de Supermercados Líder à época divulgou uma nota na época repudiando o comportamento do cliente e expressando solidariedade à funcionária. À época, a operadora de caixa relatou ao JP Agora que nunca havia enfrentado uma situação de racismo tão explícita e que se sentiu profundamente abalada.
A Polícia Civil destacou a importância de combater todas as formas de discriminação e preconceito, reafirmando seu compromisso em apurar rigorosamente casos como este. A corporação enfatizou que crimes de injúria racial não apenas violam os direitos das vítimas, mas também contribuem para perpetuar o racismo na sociedade.
O JP Agora continuará acompanhando o andamento do caso e trará atualizações à medida que o processo avançar na Justiça.
