Acontece ontem, no plenário do Tribunal do Júri de João Pinheiro, o julgamento de Lucas Lopes de Araújo, acusado de matar o pinheirense João Antônio da Silva Moura, de 44 anos, popularmente conhecido como João Broa, no Bairro Santa Cruz. O crime, ocorrido em março de 2020, já foi alvo de outro julgamento, o qual restou na declaração da inocência de José Lucas Alves de Araújo.
Na época do homicídio, o JP Agora noticiou o ocorrido e apontou que João Broa teria sido assassinado supostamente em razão de uma vingança por um crime cometido anteriormente por seu filho. Percorridas as investigações, José Lucas Alves de Araújo e Lucas Lopes de Araújo foram denunciados pelo Ministério Público pelo assassinato. O primeiro foi inocentado pelo Tribunal do Júri de João Pinheiro em maio deste ano.
Apesar da declaração de inocência de José, Lucas continuou sendo apontado como autor do homicídio. Segundo apurado pela equipe de reportagem do JP Agora, testemunhas ouviram quando gritaram, no local do crime, o apelido dele, “Pé de Pato”. Então, depois de horas de debates entre acusação e defesa, Lucas “Pé de Pato” foi condenado a 27 anos e meses de prisão.
Em contato com a defesa do réu, a advogada Dra Nubia Grasiele, o advogado Dr Edmir Gonçalves e o advogado Dr Emanuel contaram à redação do JP Agora que inexistia provas suficientes para a condenação de Lucas, motivo pelo qual os advogados recorrerão da decisão.
“A defesa sustenta que não há provas nos autos suficiente para condenação, e que irá recorrer da decisão. Foram ouvidas testemunhas que presenciaram o fato, porém as foram unanime em afirmam que não teria como reconhecer os autores pois este estavam encapuzados e todo coberto. Tendo ainda relatado não ter visto Lucas na cidade naquela época”, disse a Advogada de defesa Dra. Núbia Grasiele.
