Um mês depois de Rudson Silveira Estrella de Almeida, de 34 anos, ser encontrado morto dentro da própria casa, no Bairro União, o principal investigado pelo crime foi localizado a mais de 400 quilômetros de João Pinheiro. Valdson Luiz de Oliveira foi preso nesta quinta-feira, 3 de setembro, em Águas Lindas de Goiás.
A prisão foi feita pela Polícia Civil de Goiás, mas o trabalho que levou até ele saiu daqui. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foram os investigadores da 6ª Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro, responsáveis pelo inquérito, que levantaram e repassaram as informações sobre o paradeiro do suspeito, que estava foragido desde o crime.
Durante todo esse período, a equipe da 6ª Delegacia não soltou o caso. Foram semanas de rastreamento e monitoramento contínuos, com o cruzamento de informações que foi estreitando o cerco até apontar em qual cidade e em qual estado o investigado estava escondido. Foi esse trabalho de bastidor, que raramente aparece, que transformou uma fuga para outra unidade da federação em uma prisão.
O crime aconteceu em 3 de agosto, quando a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência em uma residência do Bairro União. No local, Rudson Silveira Estrella de Almeida foi encontrado sem sinais vitais, com lesões compatíveis com morte violenta. A perícia constatou dois cortes na cabeça, um na testa e outro na parte posterior, provocados por objeto contundente que não chegou a ser identificado.
Segundo a corporação, as apurações reuniram os elementos que fundamentaram a representação pela prisão e permitiram identificar onde o investigado estava. Com os dados em mãos, a delegacia acionou a Polícia Civil de Goiás, que cumpriu a ordem em Águas Lindas.
A Polícia Civil de Minas Gerais agradeceu à corporação goiana pela pronta atuação e destacou a importância da integração entre as instituições de segurança pública dos entes federados. Valdson Luiz de Oliveira será submetido aos procedimentos legais e permanecerá à disposição da Justiça.
As investigações continuam, com diligências voltadas ao esclarecimento integral do caso. Como o inquérito tramita sob segredo de justiça, a Polícia Civil informou que não divulgará dados de qualificação do investigado, da vítima ou de testemunhas.
