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Tribunal do Júri condena Mikael e Isaque a mais de 20 anos de cadeia pelo homicídio de ‘Galego’, em João Pinheiro

O caso foi desmembrado quanto ao réu Ademir porque uma testemunha chave não foi localizada

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O Tribunal do Júri de João Pinheiro condenou os réus Mikael Alves e Isaque Camargo pelo homicídio de Jeferson de Lima Furtado, conhecido como ‘Galego’. Quanto ao réu Ademir, o processo foi desmembrado porque uma testemunha chave não foi localizada. A vítima, que ostentava o título de chefe do tráfico de João Pinheiro, foi morta a tiros no dia 19 de maio de 2021.

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A sessão de julgamento iniciou-se na manhã de ontem (14) e aconteceu de portas fechadas e com intensa fiscalização das polícias Civil e Militar. Segundo apontava a acusação, Mikael que é faccionado do PCC, Isaque e Ademir foram acusados de matar ‘Galego’ por conta do mercado ilícito de drogas de João Pinheiro.

O julgamento só terminou às 00:40h desta sexta-feira, 15 de dezembro. Após a oitiva de testemunhas, dos réus e dos debates entre Ministério Público e advogados de defesa, os jurados votaram pela condenação de Mikael Alves e Isaque Camargo pelo homicídio de Jeferson de Lima Furtado. Com relação ao réu Ademir, o caso foi desmembrado em razão da ausência de uma testemunha.

Assim, ao final do julgamento, o Juiz de Direito fixou a pena de Mikael Alves em 21 anos e 4 meses, e de Isaque Camargo em 21 anos e 1 ano de detenção. Ademir continua preso em virtude de uma condenação de 29 anos contra Pedro César, conhecido como Pedrinho, braço direito de Galego, que foi morto em 22 de maio de 2021 no Água Limpa.

O que se sabe sobre o crime

O processo que apurou a morte de Galego segue em segredo de justiça. O que se sabe, por enquanto, é que o crime aconteceu na noite do dia 19 de maio de 2021, no Bairro Aeroporto. Jeferson de Lima Furtado, o “Galego”, foi surpreendido por dois homens que aproveitaram que a vítima estava distraída no banco do motorista de seu veículo e dispararam mais de 10 tiros na direção de Galego.

Segundo noticiado à época, Galego mantinha o domínio do tráfico em João Pinheiro, determinando que os traficantes da cidade poderiam vender apenas as drogas que ele trazia para solo pinheirense. Mais tarde, as investigações apontaram que sua morte teve relação com a guerra do tráfico e apontaram que Mikael Alves e Ademir foram os executores. Já a participação de Isaque teria acontecido com o planejamento do crime.

Ainda de acordo com as informações reveladas à época do crime, Mikael e Ademir pertenciam ao grupo de traficantes rival de Galego. Isaque, no entanto, estaria atuando para as duas facções, tendo planejado o crime ao lado dos dois algozes para eliminar a figura da vítima no cenário criminoso de João Pinheiro enquanto ganhava a confiança dela. Para tanto, Isaque teria se deslocado até Brasília junto da vítima e comunicado quando chegaram ao endereço onde a execução aconteceu.

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