O despertador tocou diferente para algumas pessoas em João Pinheiro nesta segunda-feira, 24 de agosto. Logo nas primeiras horas da manhã, a Polícia Civil deflagrou a Operação Último Vestígio e foi às ruas atrás dos suspeitos de envolvimento no homicídio com ocultação de cadáver de Eduardo Adelino. Um homem foi preso temporariamente e outro segue foragido.
A ação mobilizou 36 policiais e resultou na prisão temporária de um suspeito, enquanto outro segue foragido, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em pontos da cidade. Durante as diligências, foram recolhidos diversos vestígios probatórios que devem ajudar a esclarecer o que aconteceu com o jovem, Eduardo Adelino de 27 anos. O nome da operação faz referência justamente a isso: a busca pelo último vestígio deixado pelo crime.
A movimentação chamou atenção dos moradores desde cedo e correu rápido pela cidade, que acompanha o caso desde a noite do desaparecimento.
Eduardo Adelino foi ferido dentro da própria casa, no Bairro Bela Vista, na noite de domingo, 9 de agosto, e levado no próprio carro por dois homens, cena registrada por câmeras de segurança do bairro. O Fiat Uno branco dele foi encontrado três dias depois às margens da BR-040, nas proximidades da balança. Buscas com policiais civis, militares, penais e o grupo Legendários vasculharam a região da Prainha e de Itatiaia, mas o corpo nunca foi localizado.
A operação acontece exatamente duas semanas depois do crime, período em que a família cobrou publicamente uma resposta. Em manifestação em frente à Delegacia e ao Ministério Público, a mãe do jovem fez o apelo que marcou a cobertura: “Eu quero o corpo do meu filho. Eu tenho o direito do corpo do meu filho.”
Segundo apurado pelo JP Agora, a principal pergunta que segue em aberto é se os vestígios recolhidos ou o depoimento do preso poderão indicar onde Eduardo foi deixado. Matéria em atualização.
