A média diária de mortes do coronavírus tem aumentado por todo o Brasil. 2021 chegou e a esperança trazida pela vacina deu lugar a uma nova onda muito mais letal da doença, que tirou sete vidas no curto espaço de tempo de seis dias em João Pinheiro. O número impressiona, já que quase se iguala ao número de óbitos registrados durante os seis primeiros meses de pandemia no município – no final de dezembro, nove óbitos haviam sido confirmados.
Os últimos seis dias foram, de longe, os piores de todo o período da pandemia para João Pinheiro – MG. Começou na sexta-feira com o falecimento de Daniel Trigueiro de Santana, 34 anos, que residia em Lagoa Grande e foi transferido para a UTI local, onde ficou entubado por alguns dias. No domingo, o professor Júlio César Rodrigues, de 36 anos, também perdeu a batalha para o coronavírus.
O pinheirense Antônio Carlos de Araújo, 50 anos, ficou 17 dias entubado na UTI de João Pinheiro e faleceu na segunda-feira, 08 de março. No dia seguinte, terça-feira, Maria das Dores não resistiu à infecção e faleceu aos 60 anos de idade.
Ontem, quarta-feira 10 de março de 2021, foi o pior dia da pandemia em João Pinheiro. Nove meses depois da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no município, que foi registrado no dia 3 de junho de 2020, três pessoas perderam a vida para o vírus no mesmo dia. O primeiro óbito foi registrado ainda na madrugada. Césio Alves de Menezes, funcionário público, faleceu aos 49 anos. Pela manhã, um idoso de 91 anos que não teve o nome divulgado e que já havia recebido alta sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O terceiro óbito do dia ainda não havia sido divulgado pelo JP Agora. Maria Inácia Martins tinha 85 anos, estava na UTI e morreu na noite de ontem, por volta das 21:30 horas. As perdas vão se somando, uma a uma, dia após dia, famílias sendo forçadas a se unirem em um sentimento de tristeza e de luto por causa de uma doença que ainda é subestimada por grande parte da população. Foram sete óbitos em menos de uma semana em João Pinheiro. Cidades vizinhas estão com a média diária de mortes ainda maior.
Por isso, é muito mais do que importantíssimo que cada um ajude e faça a sua parte para a prevenção do contágio da doença. Ela está mais forte, os sintomas estão mais fortes e, caso haja a contaminação, existe o risco de faltar atendimento, faltar uma vaga na UTI. Enquanto a vacina não chega para todos, cada um deve contribuir da forma que pode. Não se aglomere, use máscara, mantenha a higienização das mãos com álcool gel, não saia de casa caso não precise.
