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Moradores do Aeroporto reclamam de buzinas de vigilantes noturnos em João Pinheiro

O monitoramento é feito através de motociclistas, que buzinam na porta das residências que contrataram o serviço, mas os demais moradores acabam sofrendo com o barulho a noite toda

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Leitores do JP Agora moradores do Bairro Aeroporto procuraram a redação do site para reclamar de um incômodo que tem tirado o sossego de todos do bairro. Segundo eles, a empresa que presta serviço de monitoramento através de motociclistas está fazendo o uso indevido da buzina, inclusive depois das 22 horas.

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O serviço em questão é oferecido em diversos bairros de João Pinheiro – MG e é bastante conhecido no município. Basicamente, trata-se de uma espécie de “vigia motorizado”, que fica rodando pelas ruas do bairro de motocicleta e, quando se aproxima das casas dos moradores que contrataram o serviço, buzinam como forma de demonstrar que a ronda está sendo feita.

Ocorre que todos os moradores, incluindo os que não contrataram o serviço, acabam ouvindo a buzina e se sentem incomodados. O barulho, segundo os leitores que relataram a história para o JP Agora, é constante e dura a noite toda.

“Trocaram as buzinas das motos. Antes, ele passava e dava apenas uma buzinada. Agora está pior, o motociclista desce a mão na buzina e incomoda bastante” disse uma leitora que mora no Bairro Aeroporto há anos.

Um outro morador do bairro, Ivan Junior, que também procurou a redação do JP Agora para relatar o mesmo problema, disse que resolveu publicitar o incômodo antes de buscar seus direitos junto à Polícia Militar e à Prefeitura Municipal para que a empresa resolva a questão amigavelmente. O morador apontou, ainda, que a postura dos motociclistas da empresa é considerada infração leve pelo Código de Trânsito Brasileiro.

“A buzina foi feita para alertar uma iminência de perigo. Eles têm usado para comunicar que estão monitorando, o que é errado e têm perturbado o sossego, configurando a hipótese do artigo 227 do CTB. Antes de procurar a prefeitura e a polícia, resolvemos procurar vocês, pedir o apoio de vocês” apontou Ivan no áudio enviado ao JP Agora.

O JP Agora diligenciou no intuito de entrevistar os responsáveis pelo serviço de monitoramento, mas até o fechamento desta reportagem, não obtivemos retorno.

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