A Praça Major Mendonça está tomada por uma infestação de pombos que já saiu do controle há tempos. A situação, que já causa mal cheiro e desconforto aos pedestres e comerciantes da região, agora tornou-se preocupação de pais e professores da Escola Estadual Presidente Olegário, já que a espécie de ave em questão é transmissora de várias doenças. Um comerciante foi acusado de dar alimento às aves diariamente, o que pode tê-las influenciado a fixar moradia no local.
A redação do JP Agora vem acompanhando a movimentação nas redes sociais a respeito do assunto nos últimos dias e já planejava noticiar o fato. Então, na tarde desta terça-feira, 01 de fevereiro, recebemos dezenas de reclamações, uma delas da Engenheira Ambiental Karen Correa, que tem um filho estudante do Presidente Olegário. Em razão de sua formação, a mãe sabe o risco que o filho corre diariamente exposto às centenas de fezes de pombo que se acumulam na praça e, principalmente, na calçada da escola.
“O cheiro está insuportável e as fezes dos pombos causam meningite. A quantidade de pombos no telhado da escola está absurdamente fora de controle. Histoplasmose, criptococose, salmonelose (os pombos ficam o dia todo no telhado, pode contaminar a cantina e adoecer as crianças) e Encefaletes Virais. Precisamos contatar a vigilância sanitária para resolver essa questão porque é possível fazer o controle biológico da espécie. Minha irmã teve criptococose na infância aos 11 anos e precisa de tratamento até hoje, com 28 anos” contou Karen ao repórter do JP Agora, indignada com a situação.
Assim como pontuado por Karen, todos os demais depoimentos recebidos pelo JP Agora apontam que os pombos são alimentados ao lado da escola por um comerciante, que mantém o hábito de jogar comida para eles há anos. Nas redes sociais, a revolta também se direcionou a este comerciante em específico, já que, caso ele parasse de dar comida, as aves teriam que sair do local para procurar por alimentos.
“Os pombos são considerados ‘ratos de asas’. Não são aves que se recomenda a domesticação justamente porque não se pode garantir o que elas comem. As fezes são contaminadas por um fungo que causa as várias doenças que já citei. Então, eles estão sendo alimentados, estão vivendo ali, estão fazendo ninhos naqueles prédios abandonados, no teto da escola. O moço alimenta eles todos os dias, então os pombos estão em uma situação de conforto e se reproduzindo descontroladamente. É uma situação de perigo, principalmente agora nessa época do ano que as crianças ficam com a imunidade baixa, caminho aberto para esse tipo de doença” pontuou Karen ao final da entrevista, explicando ainda que a situação é diferente da invasão das andorinhas, que é um fato passageiro e que dura no máximo 70 dias.
Uma outra mulher, que preferiu não se identificar, contou ao JP Agora que chegou a procurar a Secretaria de Epidemiologia para buscar uma solução e teve que se contentar com uma resposta um tanto quanto decepcionante.
“Liguei na Secretaria de Epidemiologia e me disseram que não tem o que fazer, que não podem fazer nada para, ao menos, melhorar um pouco a situação” contou a jovem, que preferiu manter sua identidade preservada.
Uma outra pinheirense relatou a situação e disse que o problema vem se arrastando por dois anos e nenhuma providência ainda foi tomada. “Todos os comerciantes próximos à praça sofrem há cerca de 2 anos com a infestação dos pombos. Mas de um ano pra cá, piorou muito. Eles fazem muita sujeira, barulho, defecam na praça inteira e nos arredores causando um mal cheiro insuportável. Por vezes, tentamos espantar os pombos mas os mesmos são atraídos pela ração e água colocado pelo pelo comerciante Paulinho, que tem uma relojoaria ao lado da escola Presidente Olegário”, relatou.
O JP Agora tentou contato direto com a Secretaria de Epidemiologia, mas, até o fechamento desta reportagem, ninguém atendeu às ligações do nosso repórter. O site continuará acompanhando o caso de perto até que uma resposta digna seja dada à população.
