A residência onde mora a mãe de um possível suspeito de ter matado Anderson Gonçalves “Charutinho” no último domingo (20) foi alvo de criminosos fortemente armados na última quarta-feira, 23 de fevereiro. A casa foi atingida por diversos disparos de arma de fogo de vários calibres diferentes. Por sorte, ninguém se feriu.
Segundo apurado pelo JP Agora, a casa virou alvo dos atiradores porque era onde supostamente o jovem Bruno de Almeida, vulgo Bruno Baiano, estaria escondido. Ele foi apontado por populares como suspeito de ser o autor dos disparos que vitimou Charutinho no último domingo (20). A informação foi vazada por diversas pessoas nos próprios comentários da reportagem que noticiou o homicídio.
Assim, a principal suspeita da polícia é de que a ação foi uma retaliação da gangue de Charutinho pela sua morte na briga pelo tráfico da cidade de Brasilândia de Minas. A mulher, de 59 anos, contou que avistou quando dois veículos se aproximaram de sua casa por volta das 19 horas da última quarta-feira, 23 de fevereiro.
Assim que chegaram mais próximo da residência, diversos indivíduos armados desembarcaram e efetuaram muitos disparos em direção à casa. Marcas de tiros foram constatadas no portão e no muro da residência e, por sorte, ninguém ficou ferido. Depois, os criminosos fugiram tomando rumo ignorado.
Bastante assustada, a mulher contou para a polícia que é mãe de Bruno de Almeida, conhecido como Bruno Baiano, e que o nome dele foi levantado em vários comentários nas redes sociais como sendo um dos autores do homicídio de Charutinho, motivo pelo qual os disparos podem ter ocorrido como retaliação.
A PM escoltou todos os moradores da residência até a saída do bairro onde a casa fica localizada. Assustados, os familiares contaram que vão mudar de cidade.
A advogada do suspeito Bruno Baiano, Dra. Núbia, enviou uma nota à reportagem do JP Agora mostrando a versão dele dos fatos.
“Venho esclarecer que, em conversa com o meu cliente Bruno Almeida, este me informou que não estava na cidade de Brasilândia de Minas, na época do crime, fato este confirmado por sua genitora, a qual também afirma que não passou nenhuma informação sobre Bruno e que somente pediu para a PM acompanhar a sua retirada do imóvel, aquela que foi uma medida de urgência, pois teria saído às pressas, não tendo tempo sequer de levar todas as suas medicações. As investigações estão sendo feitas pela Polícia Civil e serão acompanhadas de perto. Todas as provas necessárias serão apresentadas a este órgão, para que possa ser confirmada a inocência de Bruno Almeida Barbosa”, esclareceu a Advogada.
