No início da noite da última quarta-feira, 28 de dezembro, detentos do Presídio de João Pinheiro realizaram um motim queimando cobertores e colchões sob o argumento de que precisavam ser transferidos para outra unidade. Foi preciso o uso da força, com disparos de arma de fogo com munição não letal e bombas de efeito moral. Ninguém ficou ferido.
A reportagem do JP Agora apurou que os internos de duas celas participaram do ato, reivindicando que fossem transferidos a outra unidade prisional. Os policiais penais que trabalhavam no turno logo se deslocaram até o local e apagaram as chamas com extintores de incêndio.
Depois, tiveram que lidar com os presos das duas celas, que montaram barricadas com colchões tampando a visão de dentro da cela por parte dos policiais penais. Eles seguiam verbalizando que queriam a presença do diretor da unidade, batendo nas grades e dizendo que estavam prontos para “matar ou morrer”.
Diante das ameaças, os policiais penais precisaram utilizar da força, com disparos de arma de fogo com munição não letal e com bomba de som e luz, mas a situação só foi controlada com a chegada do subdiretor da unidade. Dois dos presos assumiram a liderança do movimento e foram alocados em outra cela, separada dos demais
