A Lista Suja do Trabalho Escravo, documento atualizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (05), apontou 3 empregadores que submeteram pessoas à condições análogas à de escravidão na cidade de João Pinheiro. Confira quem são eles a seguir.
O documento é atualizado em abril e em outubro de cada ano e, desta vez, foram acrescentados 132 novos nomes, maior atualização desde 2017. A divulgação da lista chegou a ser suspensa de 2014 a 2016, até que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a constitucionalidade da lista.
“Estar na lista suja significa que o empregador submeteu trabalhadores à condição análoga à de escravo e o governo brasileiro reconheceu isso por meio da inspeção do trabalho”, explica o chefe da Divisão de Fiscalização para a Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) Maurício Krepsky.
Ainda segundo Krespky, os empregadores tiveram a oportunidade de se defender no âmbito do processo administrativo e não tiveram êxito. Em João Pinheiro, três empresas foram incluídas em 2022 e em 2023. Confira a seguir quem são elas.
Em outubro de 2022, a empresa Olaria SM LTDA, localizada na Rua Buritis, na Olaria foi inserida na lista por submeter 12 trabalhadores à condições análogas à de escravidão. Na mesma atualização, a Siderúrgica Bandeirante LTDA, localizada na Fazenda Boa Esperança, Distrito de Veredas, foi inserida na lista por submeter 15 trabalhadores às condições análogas à de escravidão.
A atualização desta quarta-feira, 05 de abril, inseriu o terceiro empregador pinheirense à lista. Trata-se de Vicente Gonçalves de Andrade, com empreendimento de carvoarias em João Pinheiro e Presidente Olegário, por ter submetido 6 trabalhadores à condições análogas à de escravidão.
Em Brasilândia de Minas, o empregador H3 Empreendimentos e Participações Ltda foi inserido, no ano de 2022, por submeter 13 trabalhadores à condições análogas à de escravidão. Minas Gerais é o estado que lidera, seguido por Goiás e Piauí.
Minas Gerais (35)
Goiás (15)
Piauí (13)
Pará (11)
Paraná (8)
Maranhão (8)
Bahia (7)
Santa Catarina (7)
Rio Grande do Sul (6)
Mato Grosso do Sul (6)
Mato Grosso (5)
São Paulo (2)
Distrito Federal (2)
Pernambuco (2)
Ceará (1)
Rio Grande do Norte (1)
Rondônia (1)
Roraima (1)
Tocantins (1)
Saiba como denunciar
Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.
A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações in loco.
Em pleno 2023 e as pessoas aí da se submetem a esse tipo de trabalho? As escolas deveriam trabalhar os direitos humanos e do trabalho no Ensino Médio!