Uma compra de calculadora foi o primeiro passo de um assalto que terminou com três pessoas presas na BR-040, em frente ao Posto Tampinha, em Lagoa Grande, na tarde desta sexta-feira (31). O roubo aconteceu em um armarinho no Centro de Paracatu, mas a captura só foi possível graças a um cerco montado pela Polícia Militar de João Pinheiro.
Segundo apurado pelo JP Agora, um jovem de 19 anos entrou no comércio pedindo para comprar uma calculadora, pagou por PIX e saiu, permanecendo rondando as imediações. Pouco depois, voltou dizendo que o aparelho não funcionava e, após o comerciante colocar pilhas, deixou o local novamente. Na terceira vez, retornou acompanhado de um segundo homem, de 30 anos, que estaria armado com um revólver.
A dupla anunciou o assalto exigindo correntes de ouro e dinheiro. Segundo o relato da vítima, de 55 anos, o homem armado a esganou e a levou até os fundos da loja, onde teria feito uma revista pessoal e subtraído entre R$ 400 e R$ 600 em espécie, além do celular e de um cheque sem fundos. O outro suspeito teria aproveitado para retirar cerca de R$ 40 do caixa. Os dois fugiram em um carro preto.
O PIX usado para pagar a calculadora foi o que abriu caminho para a investigação: a conta estava no nome de uma mulher de 30 anos, moradora de Belo Horizonte. Imagens de câmeras de um comércio vizinho ainda mostraram que o grupo usava um VW Polo preto com a placa adulterada com fita isolante. Ao consultarem os sistemas, os militares descobriram a placa original e apuraram que o veículo seguia em direção a Unaí ou João Pinheiro.
Foi então que um sargento da Polícia Militar Rodoviária, que estava de folga e seguia no sentido de João Pinheiro, avistou o carro e repassou a informação. A Sala de Operações de Paracatu comunicou imediatamente a de João Pinheiro, que montou o bloqueio e interceptou o veículo no KM 111 da BR-040, em Lagoa Grande.
No carro estavam a mulher, na direção, e os dois homens apontados como autores do assalto. No porta-malas, dentro de uma mochila, os policiais encontraram três armas de fogo, sendo duas com numeração suprimida, além de R$ 49,25 e o celular da vítima. Também foram apreendidas 14 munições, duas fitas isolantes com as mesmas características da usada para adulterar a placa e duas balanças de precisão. O comerciante reconheceu os dois homens como participantes do crime, e uma consulta aos sistemas apontou que ambos já haviam sido presos juntos anteriormente. Os três foram levados ao Hospital Municipal de Paracatu e, depois, à Delegacia de Polícia Civil.
