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Após reclamações, câmeras instaladas nos banheiros de escola estadual foram desativadas em João Pinheiro

As câmeras funcionaram por poucos dias, até que as reclamações chegaram ao conhecimento da inspetora de ensino da cidade

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O site JP Agora recebeu, nas últimas semanas, diversas reclamações vindas de alunos da Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves apontando para a instalação de câmeras de vigilância dentro dos banheiros da escola. A situação incomodou, também, vários pais em razão da suposta quebra de privacidade que as câmeras proporcionaram aos usuários dos banheiros. Nossa equipe de reportagem, então, entrou em contato com a direção da escola, com a inspetoria municipal de ensino e com a superintendência regional para entender melhor a necessidade da vigilância nestes locais.

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A diretora da Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves não quis gravar entrevista com nossa reportagem. Então, entramos em contato com Maria Helena, inspetora de ensino em João Pinheiro, e com Marcelle, da superintendência regional de ensino, sediada em Paracatu. As duas profissionais da educação ressaltaram a necessidade das câmeras em função do comportamento inadequado de alguns alunos que utilizam da privacidade do banheiro para fazerem uso de bebida alcoólica e até mesmo de drogas ilícitas.

Apesar de ter apontado a necessidade das câmeras, Maria Helena afirmou à redação do JP Agora que soube da instalação através de uma mãe, a qual entrou em contato diretamente com a inspetoria para reclamar da situação. No mesmo dia, então, Maria Helena compareceu na escola e presenciou a diretora se comprometendo a desativar as câmeras. Ela também ressaltou que as câmeras não filmavam os boxes, mas, mesmo assim, foram desativadas.

“Recebi um telefonema de uma mãe e compareci na escola, conversei com a diretora e ela me falou que iria desativá-las. As câmeras não filmavam dentro dos boxes, só no corredor entre o box e as pias. Mesmo assim, foram desativadas no dia 05 de julho. O pessoal reclamou para mim e compareci no mesmo dia. Eu vi pessoalmente que realmente não tinha visão dentro do box, mas foram desativadas. As câmeras foram instaladas porque haviam alunos fumando dentro dos banheiros e não só cigarro. O aluno sabendo que tinha uma câmera não ia repetir aquela situação, essa era a intenção, segundo a diretora” disse Maria Helena, inspetora de ensino à reportagem do JP Agora.

A superintendente regional de ensino ressaltou ao repórter do site que decisões que implicam em modificações no corpo escolar como um todo, como a instalação de câmeras em banheiros para coibir ações ilícitas nestes locais, são tomadas pelo colegiado, o qual é composto por representantes de todas as classes, incluindo alunos, pais, professores e a própria direção da escola. Apesar de não ter afirmado com certeza de que a instalação foi decisão colegiada, Marcelle destacou que muito provavelmente a decisão foi consensual entre toda a unidade escolar.

“Isso serve para preservar o próprio estatuto da criança, que estipula que a escola deve preservar a integridade do aluno, educar, formar, então se é uma ação que a escola verificou que precisava para combater o tabagismo, por exemplo, não vejo nenhum problema, muito pelo contrário. Acho que temos que apoiar este tipo de ação porque cada vez mais jovens estão fumando, bebendo, enfim. É uma ação preventiva. Normalmente, essas ações são decididas pelo Colegiado, que é representado por pais e todos os seguimentos da unidade escolar. Provavelmente isso deve ter sido decidido pelo colegiado. Se a comunidade não concorda, ok, vamos tirar. A informação de que já foram desativadas procede” destacou Marcelle, superintendente de ensino.

Como a diretora da E. E. Tancredo de Almeida Neves não quis se pronunciar oficialmente, o JP Agora não conseguiu apurar se, de fato, a instalação das câmeras foi decidida pelo colegiado e se haviam alunos fazendo uso de álcool, tabaco ou drogas no interior dos banheiros. O site se coloca à disposição para maiores esclarecimentos.

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