Câmara de João Pinheiro abre CPI para apurar morte de idoso após pinça esquecida no corpo em João Pinheiro

Comissão vai apurar suposto erro médico ocorrido no Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares

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A Câmara Municipal de João Pinheiro decidiu instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto erro médico envolvendo a morte de Manoel Cardoso de Brito, que aconteceu no Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares. O caso gerou grande comoção na cidade, foi destaque nacional, e passou a ser acompanhado de perto pela população, que cobra esclarecimentos e responsabilização.

A abertura da CPI consta em ofício circular assinado pelo presidente da Câmara, Ualisson Batista da Silva, que convocou os vereadores para uma reunião extraordinária marcada para segunda-feira, 12 de janeiro, às 9h, no plenário da Casa Legislativa. Na ocasião, será feita a leitura do requerimento e a instalação oficial da comissão.

A CPI é um instrumento do Poder Legislativo criado para investigar fatos graves de interesse público. No âmbito municipal, ela permite que vereadores convoquem autoridades, servidores e testemunhas, solicitem documentos e prontuários, e apurem possíveis falhas ou irregularidades na prestação de serviços públicos. Ao final dos trabalhos, a comissão elabora um relatório que pode ser encaminhado ao Ministério Público e a outros órgãos competentes. A CPI não tem poder de julgar ou condenar, mas cumpre um papel fundamental de fiscalização e transparência.

A morte de Manoel Cardoso de Brito levantou questionamentos sobre o atendimento prestado no hospital municipal, especialmente após a divulgação de exames que indicariam a presença de um corpo estranho no abdômen do paciente.

A secretária municipal de Saúde, Cássia, informou que a pasta irá cooperar integralmente com a CPI e com as demais investigações, colocando à disposição todos os documentos, prontuários e esclarecimentos que forem solicitados pelos órgãos competentes. Segundo ela, a Secretaria reforça o compromisso com a transparência e com a apuração dos fatos.

Paralelamente à investigação legislativa, a família também busca responsabilização na Justiça. O advogado Iuri Furtado, que representa os familiares, informou que foi registrado um boletim de ocorrência e que será proposta uma ação de indenização por danos morais, com pedido de R$ 500 mil, além da solicitação de acesso a toda a documentação médica relacionada ao caso.

Esta será a terceira CPI da história de João Pinheiro, o que reforça a gravidade do caso e a relevância do tema para a saúde pública e para a fiscalização dos serviços oferecidos à população.

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Relembrando: quais foram as duas primeiras CPI s do município? De que se tratava ?