Na manhã desta terça-feira (19), o JP Agora teve acesso a diversas reclamações de pinheirenses que compraram requeijão na feira municipal e nas ruas do Centro da cidade de um casal desconhecido. Todos os consumidores reclamaram que o suposto requeijão é impróprio para o consumo e que não se compara nem de longe com a comida tradicional da região, sendo certo, para alguns, que a comercialização do produto tratou-se de um golpe. Entenda.
Uma das pinheirenses que divulgou o caso gravou um vídeo mostrando o suposto requeijão. O intuito dela em divulgar foi justamente evitar que outras pessoas possam, nos dizeres dela, serem vítimas dos supostos vendedores.
“Apareceu um rapaz na feira vendendo requeijão e todo mundo sabe o tanto que mineiro gosta de requeijão. Meu esposo comprou dois. Chegamos em casa e fomos provar. Não tem lógica disso aqui ser requeijão não. Não caia, é um pessoal que está vendendo. Um rapaz e uma mulher, vi ela vendendo na porta do Banco Mercantil também. Não comprem. Se eles aparecerem de novo em João Pinheiro, não comprem. Eles ficam vendendo em uma bacia andando com a bacia na mão. Não presta, não vou dar nem para os meus cachorros comer” diz a mulher, que não se identificou no vídeo, concluindo que o caso pode se tratar de um suposto estelionato.
Outra mulher, que também não quis se identificar, também disse que comprou o suposto requeijão e teve uma surpresa ao chegar em casa. Ela prometeu reclamar para os vendedores caso eles apareçam novamente no próximo sábado.
“Eu comprei sábado e nossa, eu falei que o dia que eu ver esse rapaz e essa moça ele vai me escutar. Isso aí eles colocam maisena. Eu encravei nesse requeijão, pensei que tinha sido só eu, então teve mais gente que comprou. Mesma coisa de morder uma borracha” disse a mulher.
Uma terceira pinheirense também reclamou dos mesmos vendedores. Segundo ela, a comercialização do produto foi um ato de desonestidade.
“Não tem nada a ver com requeijão. Nem sabão é ruim desse jeito. Não foi só eu que cai não, já espalhei a notícia no WhatsApp e o povo está tudo falando que caiu na mesma cilada. Eu acho muita desonestidade fazer uma coisa dessas, a gente luta tanto para trabalhar e quando chega e acontece isso. Isso é cilada” disse.
O JP Agora buscou informações para saber se o caso chegou ao conhecimento da polícia. Até o momento, nenhum dos consumidores lesados registrou uma ocorrência. A reportagem também tentou encontrar o casal que está comercializando o requeijão, mas até então sem êxito.
