Um caso grave de violência sexual contra uma criança de apenas 11 anos chocou o município de Brasilândia de Minas e veio à tona justamente no Dia das Mães, quando o que deveria ser uma data de celebração se transformou em pesadelo para uma família. A mãe da menina recebeu, pelo WhatsApp, imagens enviadas do próprio celular da filha em que a criança aparecia deitada, aparentemente desacordada ou sob efeito de alguma substância sedativa. Desesperada, a mulher levou a filha a uma unidade hospitalar no domingo, 10 de maio de 2026, onde o exame médico confirmou sinais de que a menina havia sido vítima de estupro.
Segundo informações da própria criança à mãe, ela havia saído de casa na sexta-feira, 08 de maio, com destino à residência da avó, na zona rural de Brasilândia de Minas. No caminho, foi a uma propriedade rural acompanhada de uma amiga adolescente, onde também estava presente um rapaz cuja identidade permanece desconhecida. A menina contou que bebeu um copo de água oferecido no local e que, a partir daquele momento, não se lembra de absolutamente mais nada do que aconteceu, o que reforça a suspeita de que ela possa ter sido dopada antes de ser violentada.
No hospital, o exame clínico constatou rompimento himenal e presença de líquido em cavidade vaginal. A vítima informou à equipe médica que nunca havia tido relações sexuais anteriormente. A criança foi encaminhada para exames complementares e procedimentos periciais. A Polícia Militar foi acionada ainda na unidade de saúde e o Conselho Tutelar também foi comunicado sobre o caso.
O autor do crime ainda não foi identificado. As autoridades realizam diligências para tentar chegar à identidade do suspeito, que teria estado na propriedade rural junto com a vítima e a amiga adolescente. As imagens recebidas pela mãe através do aplicativo de mensagens podem ser peças fundamentais para a investigação. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal com pena de reclusão de 8 a 15 anos, e segue sob apuração. Qualquer pessoa que tenha informações que possam ajudar na identificação do suspeito pode procurar a Polícia Militar ou a Polícia Civil de forma sigilosa.
