A eficiência da Copasa em João Pinheiro parece funcionar apenas na hora de emitir a fatura, já que para resolver o drama do pinheirense Gilmar Marcos, de 57 anos, a estatal demonstra uma incompetência que beira a crueldade. Pela terceira vez em poucos dias, o esgoto voltou a invadir a residência do morador, localizada na Rua Deputado Quintino Vargas, no Centro, após chuvas rápidas de apenas cinco minutos. O cenário é desolador: um cidadão que é cadeirante e passou sete meses internado entre 2024 e 2025, lutando pela vida, agora é obrigado a empunhar uma mangueira para lavar fezes e urina que brotam da rede da própria companhia.
O “atendimento” da Copasa beira o deboche. Após cinco idas presenciais à agência de João Pinheiro, Gilmar Marcos ouviu de uma atendente que, para ter o problema resolvido, ele mesmo deveria comprar o material, incluindo redução, luvas e tubos. O morador recusou a proposta absurda, reafirmando que paga as taxas de esgoto em dia e que a responsabilidade pela manutenção é integral da empresa. Desde então, o pedido de socorro parece ter sido jogado no esquecimento, enquanto o esgoto continua retornando para dentro do imóvel a cada nova chuva.
A seletividade da estatal também chama a atenção e levanta suspeitas de privilégios. Enquanto Gilmar implora por socorro há dias sem sucesso, vizinhos próximos tiveram seus problemas resolvidos em tempo recorde pela equipe. O morador relata que o gerente da unidade de João Pinheiro chegou a prometer o reparo por telefone, mas a promessa não passou de palavras ao vento, já que nenhum técnico apareceu com as peças necessárias. O resultado é um homem com a saúde debilitada, sofrendo com problemas estomacais recentes, exposto a um ambiente insalubre por pura negligência técnica.
A Copasa parece preferir ignorar os problemas estruturais que ela mesma criou ao rasgar as ruas do bairro do que atender com dignidade um cidadão em situação de vulnerabilidade. O portal JP Agora seguirá cobrando uma resposta imediata da companhia, pois esgoto na porta do pinheirense não é apenas um erro de engenharia, é uma violação da dignidade humana.
