O uso de uma torneira pública localizada na Praça Coronel Hermógenes, no Centro de João Pinheiro, virou assunto da Polícia Militar depois que um jardineiro e um taxista discutiram na tarde da última quarta-feira (09). Thales Rodrigues Guimarães registrou uma ocorrência de vias de fato contra Agemiro. O JP Agora entrevistou o taxista.
Segundo informações levantadas pelo JP Agora, o entrave entre Thales e Agemiro já dura alguns dias. O motivo, uma torneira instalada na Praça Coronel Hermógenes próximo ao ponto de taxi existente no local. Thales realiza trabalhos de jardinagem na praça, segundo ele, a mando da Prefeitura Municipal, e precisa utilizar a torneira diariamente.
Na tarde da última quarta-feira, 09 de junho, Thales abordou uma guarnição da Polícia Militar que passava pela praça e relatou que havia sido agredido por Agemiro. O jardineiro contou que se desentende com frequência com o taxista por conta da torneira e, ontem, ele o agrediu com empurrões e tapas no peito.
A Polícia Militar registrou a ocorrência e, até então, não havia encontrado o taxista para colher sua versão. Por isso, a equipe de reportagem do JP Agora diligenciou e conseguiu encontrá-lo no local no início da tarde de hoje. Em entrevista, Agemiro contou que foi ele quem arrumou a torneira no local com autorização da prefeitura em 1992 e que nunca havia sofrido nenhum tipo de reclamação até agora.
“Essa torneira do ponto de taxi tem desde 1992 que eu arrumei com autorização da prefeitura. Nunca tive problemas. Agora, porque ele pegou essas florzinhas para plantar na praça, ele está achando que pode mandar. Ele chegou podando as árvores que eu que plantei. Ontem ele chegou e eu já tinha falado para ele não usar a mangueira porque ele liga a mangueira e fica o dia todo ligada. E aí a torneira é minha eu preciso dela para lavar a mão, jogar uma aguinha no carro, as crianças precisam lavar a mão, não pode porque a mangueira fica ligada com ele o dia todo. Chegou ontem falando que se eu não o deixasse usar, eu não ia usar a água mais. Por isso desentendemos” contou o taxista ao repórter do JP Agora.
O caso foi registrado pela polícia. A questão da utilização da torneira constou no boletim de ocorrência como apropriação do bem público e deverá ser investigada pela Polícia Civil e pelo setor responsável da prefeitura.
