Socos, as duas mãos apertando o pescoço e uma ameaça de morte. Foi isso que uma mulher contou à Polícia Militar ter sofrido dentro da própria casa, em Patos de Minas, na noite desta quinta-feira, 15 de outubro. O companheiro dela, de 39 anos, foi preso suspeito das agressões. Já na delegacia, ela relatou mais um episódio: segundo a vítima, ele teria apertado com muita força a região genital dela, causando dor intensa, enquanto fazia comentários para humilhá-la.
Os dois estavam juntos havia cerca de dois anos, e ele morava na casa dela fazia uns três meses. Pelo relato da mulher, durante uma discussão, ele a teria empurrado contra a pia da cozinha, dado socos e apertado o pescoço dela com as duas mãos, dizendo que ia matá-la. Depois, ainda teria corrido atrás dela pela casa e puxado os cabelos dela. O filho da vítima entrou no meio para conter o homem.
A mulher contou que vinha sofrendo agressões e ameaças fazia tempo. Em outra ocasião, segundo ela, o companheiro quebrou portas e janelas da casa a socos e a esganou de novo. No formulário de avaliação de risco, ela informou que a violência ficou mais frequente e mais grave no último ano e citou ameaças com faca, episódios de sufocamento, socos, chutes e tapas. O relato sobre a agressão na região íntima foi feito na delegacia, numa sala reservada, com a presença de uma policial civil e da irmã da vítima.
Os militares registraram vermelhidão no lado direito do pescoço da mulher. Ela recusou atendimento médico, disse estar abalada e demonstrou medo do companheiro. O suspeito foi encontrado sentado numa calçada, a cerca de 100 metros da casa, com sinais de embriaguez, como hálito de álcool, andar cambaleante e fala desconexa. Ele negou as agressões e disse que queria voltar para casa. No caminho para a delegacia, teria chutado o compartimento de presos da viatura e precisou ser algemado.
A vítima decidiu representar criminalmente contra o companheiro e pedir medidas protetivas de urgência. O homem foi levado para a Delegacia de Plantão. Em casos de violência contra a mulher, a denúncia pode ser feita pelo 190, em emergências, ou pelo Ligue 180, que funciona 24 horas e é gratuito.
