A história de uma administradora de consórcios que tem tirado o sono de diversos moradores de Brasilândia de Minas virou caso de polícia na tarde de ontem, 08 de junho de 2021. A mulher, segundo relatos levantados pelo JP Agora, pegava dinheiro sob a promessa de fazer consórcios, mas não pagava os contemplados e coagia os participantes dizendo ser policial penal para evitar desistências. O caso foi registrado como estelionato.
A equipe de reportagem do JP Agora soube do caso na semana passada por duas pessoas que resolveram entrar nos consórcios e tentaram receber os valores investidos de volta depois que os relatos de que a mulher não pagava os contemplados começaram vir à tona. Até então, o caso não havia sido levado ao conhecimento da polícia.
Ainda na semana passada, depois de tomar conhecimento das acusações, o JP Agora entrou em contato com a suspeita, identificada como Ellen, e ela negou veementemente que estivesse devendo alguém. Afirmou, ainda, que havia combinado de pagar os dois últimos desistentes dos consórcios no fim de semana próximo. As fontes que contataram o site confirmaram a versão de que ela prometeu realizar o pagamento e, por isso, a redação optou por não noticiar o caso em razão da ausência de indícios de crime.
No entanto, na tarde de ontem, 08 de junho, uma das consorciadas procurou a Polícia Militar para registrar os fatos. A solicitante do registro contou a mesma história que chegou ao conhecimento do JP Agora anteriormente, apontando que a suspeita Ellen pegou dinheiro com várias pessoas para fazer consórcios, não pagou os contemplados e nem quem optou por desistir. O prejuízo da vítima que procurou a PM foi de R$1.200,00 (um mil e duzentos reais). O relato aponta, ainda, que a suspeita tentava coagir os consorciados dizendo que era policial penal.
Foi apurado que Ellen nunca foi policial penal e o caso foi enquadrado como estelionato. A suspeita negou que falava para os outros que era policial penal na entrevista concedida ao JP Agora na semana passada. A ocorrência foi registrada para providências futuras e o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.
