A operação “BLACK TIME”, iniciada pela Polícia Civil de João Pinheiro após a execução de Jeferson de Lima Furtado, conhecido como “Galego”, já prendeu 13 indivíduos desde o início da operação, em maio de 2021. Os trabalhos investigativos apontaram, ainda, que a organização criminosa que orquestrou o crime também é responsável pelas execuções de “Pedrinho” e “Vei” na chamada “Guerra do tráfico de João Pinheiro”. O grupo pretendia explodir um banco no município.
A Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro divulgou um breve relatório da operação. Segundo a equipe de reportagem do JP Agora conseguiu apurar, as investigações apontaram que a organização criminosa descoberta pela Black Time é responsável pelos homicídios recentes praticados no município. Os trabalhos dos investigadores duraram mais de dois meses e identificaram que o grupo possuía relação com uma célula do PCC de Uberlândia.
As investigações apuraram, ainda, segundo o relatório da PC, que o grupo contava com indivíduos de João Pinheiro e do estado de Goiás. Juntos, a organização orquestrou e executou diversos roubos e furtos a estabelecimentos comerciais de João Pinheiro para angariar recursos financeiros. Depois, iniciaram as execuções de pessoas ligadas ao tráfico local.
O primeiro a ser morto foi “Galego”, apelido dado a Jeferson de Lima Furtado, tido como chefe do tráfico de João Pinheiro, executado com mais de 10 tiros no dia 19 de maio de 2021 dentro do seu veículo no meio da rua, no Bairro Santa Cruz. Depois, Pedro César, 28 anos, foi executado com um tiro no peito. Outro homicídio foi ligado à organização criminosa, segundo a PC. O indivíduo era conhecido como “Véi”, mas o JP Agora não conseguiu maiores detalhes sobre o crime.
A Black Time levou à prisão 13 indivíduos em João Pinheiro, Uberlândia, Estado do Goiás e no Estado do Mato Grosso. A Polícia Civil revelou, ainda, que o grupo criminoso planejava explodir um banco em João Pinheiro para levantar mais recursos para a organização.
Novas prisões na tarde da última terça-feira (03)
Na tarde da última terça-feira (03), mais dois suspeitos de integrarem o grupo foram presos por porte ilegal de arma e por receptação, mas foram liberados mediante pagamento de fiança em João Pinheiro. Outros cinco indivíduos foram presos no Estado do Goiás com um veículo transportando 2 kg de crack. As prisões aconteceram de forma integrada pelas PCMG e PCGO.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil de João Pinheiro, um indivíduo segue foragido. Os trabalhos da Black Time continuam. O JP Agora seguirá acompanhando o caso.
