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Pintura sacra resgata história emocionante de fé da Capela de Nossa Senhora Aparecida na Serra da COENGE, em João Pinheiro

Templo nasceu do improviso de operários durante as obras da BR-040; nova pintura do artista Leandro Gouvêa resgata a devoção que começou em um barraco de ferramentas na Serra da COENGE, em João Pinheiro

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Um pequeno barraco no meio do pasto, usado para guardar enxadas e ferramentas, guardava também o início de uma das histórias de fé mais bonitas de João Pinheiro. O que era para ser apenas uma casa de despejo de uma fazenda, décadas atrás, transformou-se no coração de uma comunidade inteira. Hoje, a Capela de Nossa Senhora Aparecida, na Serra da COENG, celebra essa trajetória de poeira, suor e devoção com uma obra de arte que eterniza suas origens nas próprias paredes do templo.

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A pintura, encomendada pelo padre Edson e assinada pelo artista plástico Leandro Gouvêa, foi dividida em três partes contínuas que narram, de forma visual e tocante, a evolução do local. Na primeira tela, o destaque vai para a figura do operário abrindo a estrada em meio à terra bruta. No segundo momento, a pintura retrata o esforço desses mesmos trabalhadores erguendo um oratório simples, feito com as próprias mãos. Por fim, o painel central mostra a rodovia moderna e em expansão, culminando na representação da comunidade atual, homens, mulheres, crianças e o sacerdote partilhando o pão ao redor do nicho da padroeira, simbolizando a união e a partilha.

As telas eternizam uma história que começou de forma improvisada há décadas, quando as máquinas pesadas rasgavam o cerrado para a construção da rodovia federal. Na época, um engenheiro levou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida para o canteiro de obras e os trabalhadores montaram um pequeno altar no canteiro da empresa. Com o fim das obras e a partida da construtora, os operários se recusaram a abandonar a imagem. Com a autorização de um fazendeiro à época, eles limparam um barraco de pasto, usado para guardar enxadas e ferramentas, à época chamado de quarto de despejo, e deram início ao que hoje é um dos templos mais queridos da comunidade pinheirense.

O novo painel não apenas embeleza o espaço litúrgico, mas resgata a identidade de um povo que transformou um abrigo temporário de ferramentas no coração de sua devoção. Para a comunidade da COENG, cada traço na parede é um espelho de seu próprio passado e uma celebração da fé que atravessou gerações, agora eternizada pela arte de Leandro Gouvêa.

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