Ele escapou pela manhã, mas não conseguiu ir longe. O segundo suspeito de envolvimento na morte de Eduardo Adelino, um homem de 31 anos, foi preso nesta sexta-feira, 4 de setembro, em uma fazenda em Dom Bosco. Ele estava foragido desde a Operação Último Vestígio, deflagrada em 24 de agosto, com mandado de prisão em aberto. Segundo apurado pelo JP Agora, trata-se de Wellington Matheus Alves.
Segundo a 6ª Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro, logo após a operação ele abandonou os endereços que costumava frequentar e sumiu. O trabalho investigativo seguiu até que as equipes conseguiram identificar onde ele estava. A prisão foi efetivada sem intercorrências.
Ainda conforme apurado pela reportagem, chegar até ele exigiu paciência. As equipes de João Pinheiro mantiveram monitoramento constante desde a operação, cruzando informações com outras delegacias. Ao perceber a movimentação, o suspeito conseguiu escapar ainda pela manhã. Em vez de encerrar a diligência, os policiais montaram um cerco e permaneceram escondidos nas imediações durante todo o dia, até conseguirem cercá-lo.
A ação contou com o apoio dos investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e de Tráfico de Drogas de Unaí, em atuação integrada com a equipe de João Pinheiro, que a Polícia Civil classificou como decisiva para o êxito da diligência. O preso foi encaminhado ao sistema prisional e ficará à disposição da Justiça.
Os mandados que embasaram as prisões foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de João Pinheiro. O primeiro suspeito foi preso em 24 de agosto, durante a operação que mobilizou 36 policiais na cidade. Segundo apurado pelo JP Agora, ele é Thiago Antônio Sampaio.
A nota da Polícia Civil traz ainda um detalhe pericial que não havia sido divulgado. A investigação apura que, na noite de 9 de agosto, o jovem de 27 anos foi retirado de casa mediante violência e levado dentro do próprio veículo, encontrado depois abandonado em área rural. O imóvel foi localizado revirado, e o exame pericial confirmou a presença de vestígios de sangue humano no local.
O que continua em aberto é justamente o que a família mais pede. O corpo ainda não foi encontrado. Nesta sexta-feira, com base em novos elementos surgidos na investigação, as forças de segurança realizaram uma nova varredura em outro ponto da região da Prainha, área que já havia sido vasculhada anteriormente. As buscas terminaram sem sucesso.
A Polícia Civil afirma que as diligências para localizar o corpo prosseguem e seguem como prioridade da investigação, que também continua para esclarecer os fatos por completo e identificar eventuais outros envolvidos.
A corporação reforça o pedido de colaboração da população e diz que qualquer informação, mesmo que pareça sem importância, pode ser decisiva. As denúncias podem ser feitas de forma anônima e sigilosa ou diretamente à 6ª Delegacia de Polícia Civil de João Pinheiro.
A investigação corre em segredo de justiça, e a Polícia Civil não divulga nomes, imagens ou dados que possam identificar investigados, vítima ou testemunhas. Os investigados estão sob presunção de inocência, com direito ao contraditório e à ampla defesa assegurados. Crimes dolosos contra a vida são julgados pelo Tribunal do Júri.
