O pinheirense Antônio Carlos Rodrigues da Silva, conhecido pelo apelido Índio, foi preso na tarde desta quarta-feira, 10 de janeiro, na cidade de Uberlândia. Ele era o terceiro mais procurado da lista do Programa MPMG Busca por conta de seu envolvimento com a organização criminosa de Galego, em João Pinheiro.
O mandado de prisão preventiva de Índio foi expedido há muitos meses pela prática de crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e homicídios. No entanto, estava foragido desde então, até que uma denúncia anônima apontando a sua localização aportou na ouvidoria do MPMG em dezembro de 2022.
Então, graças aos trabalhos de inteligência realizados pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, de Execução Penal, do Tribunal do Júri e da Auditoria Militar (Caocrim), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da PMMG, a localização exata de Antônio Carlos foi apurada e ele foi, finalmente, encontrado e preso.
A organização criminosa
Índio integrava a organização criminosa que era liderada por Jeferson de Lima Furtado, conhecido como Galego, que foi assassinado a tiros em maio de 2021. Antes de ser morto, Galego continuou liderando o bando de dentro da cadeia, de onde repassava informações a sua namorada durante visitas.
Índio, segundo apurado pelo JP Agora, exercia funções de gerente do tráfico em João Pinheiro. Como ele estava foragido, não respondeu à ação penal que resultou na condenação da maioria dos integrantes da quadrilha, em junho de 2022.
Na época, as investigações do inquérito e as provas produzidas na ação judicial possibilitaram a conclusão, segundo a sentença, de que o grupo era muito bem organizado e que cada integrante tinha sua função específica. Então, as condutas observadas se enquadraram no tráfico e na organização para o tráfico, acarretando na condenação de todos os réus.
MPMG busca
O MPMG Busca consiste em esforço interinstitucional coordenado pelo Caocrim, com o objetivo de dar cumprimento a mandados de prisão em aberto.
Os alvos foram selecionados mediante consulta aos promotores de Justiça criminais, que fizeram pedido de apoio para cumprimento de mandados de prisão de condenados ou foragidos considerados prioritários em razão das particularidades locais (repercussão social, gravidade da conduta, reiteração delitiva etc).
Denuncie
Se você tem informações sobre a localização dos procurados, denuncie. A sua denúncia, feita na Ouvidoria do Ministério Público de Minas Gerais, é sigilosa. Os canais para denunciar são: telefones 127 e (31) 3330-9504 ou ainda pelo link: aplicacao.mpmg.mp.br.
