Uma idosa pinheirense de 79 anos de idade procurou a reportagem do JP Agora depois que viu sua casa encher de água mais uma vez na chuva que castigou a cidade de João Pinheiro na noite do dia 09 de novembro. A situação, segundo Nilza Alves Batista, acontece desde quando se mudou para o local há 50 anos.
Nininha do Ganga, como dona Nilza é conhecida, reside na Rua Paulo Afonso em frente à antiga sede da Delegacia de Polícia Civil. O imóvel faz fundos com o SESP, onde existe uma manilha para escoamento da água das chuvas. No entanto, segundo a idosa, o sistema nunca funcionou e basta chover com um pouco de intensidade que tudo vira rio.
Na noite do dia 09, com o temporal que caiu em João Pinheiro, a idosa passou pela situação mais uma vez. Então, dona Nininha resolveu acionar o JP Agora para protestar, já que, segundo ela, a prefeitura nunca se prontificou a resolver o problema.
“Essa chuvinha mixuruca entrou água tudo aqui em casa de novo. Não posso viajar, não posso sair, eu adoeci porque eu cai na cheia de janeiro. Quase todo dia eu vou na prefeitura e eles nunca vieram aqui. A água empossa e fede muito, estou sofrendo com dor de cabeça, estou fazendo tratamento. Eu choro, eu não durmo, eu estou doente, gente do céu. Não quero ganhar nada não, eu quero é justiça, que resolvam o problema. Já ofereci o terreno todo até por R$100 mil para a prefeitura para que eu possa comprar um barraco e eles não dão notícia. Eu sou uma cidadã, tenho meus direitos” disse dona Nilza ao repórter do JP Agora, que esteve no local um dia depois para entrevistá-la.
A pinheirense forneceu à reportagem uma foto do dia 09 de outubro, que mostra como fica o seu quintal quando chove. A água empossada, segundo dona Nilza, é misturada com esgoto, o que causa um mal cheiro insuportável. O JP Agora vai repassar o caso às autoridades competentes.
