Membro fundador da Associação dos Foliões morre de Covid-19 e deixa marco para a cultura de João Pinheiro

Dionísio Alves do Prado faleceu na tarde desta quinta-feira, 08 de julho

A Covid-19 tirou a vida de um ilustre cidadão pinheirense na tarde desta quinta-feira, 08 de julho. Dionísio Alves do Prado perdeu a luta contra o vírus aos 69 anos e foi ao encontro de Deus. Seu legado foi muito bem retratado pelo jornalista Wellington Ney, que escreveu uma homenagem póstuma a Dionísio contando sobre a trajetória do filho de José de Castro Prado e Maria Tereza da Cunha.

Confira a homenagem a seguir. À toda família e amigos, o JP Agora presta as mais sinceras condolências. Que a divulgação da trajetória de vida de Dionísio inspire a todos os pinheirenses e traga conforto aos corações que sofrem neste difícil momento.

O adeus a um folião de Fé e devoção

A despedida é ao som de um tambor solitário e um cantar de versos com agradecimentos ao menino Deus. As vozes, em respostas, ecoam longe, um canto de adeus para um folião que deixa seu legado como um homem de fé e um voluntário sempre disposto. Foi uma despedida virtual a “seu Dionísio”, já que as circunstâncias não permitiram aglomeração.

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A pesquisadora das Folias de Reis Maria Célia Silva Gonçalves citou um verso da folia na hora em que os foliões passam a coroa para lembrar do amigo Dionísio. “O meu nobre imperador e a rainha do convento, termino por este ano, vamos guardar os instrumentos, adeus gente boa, adeus, até o final do ano, se Deus nos permitir, no giro nos encontramos”. Então, que essa despedida seja um adeus de até breve, carregado de gratidão, de memória, de muita cultura pelo que ele fez por João Pinheiro.

Funcionário do DER, Dionísio Alves do Prado ajudou a abrir estradas pelo município. Religioso praticante, foi membro da Sociedade São Vicente de Paula e, no início dos anos de 1980, participou da criação do encontro das Folias de Santos Reis. Em 2002, viu nascer a Associação dos Foliões, onde foi tesoureiro e também presidente.

Dionísio nasceu do amor do casal José de Castro Prado e Maria Tereza da Cunha, os quais vieram de carro de boi de Abaeté e Morada Nova (Centro Oeste de Minas) até João Pinheiro em busca de um pedaço de terra para morar. O menino, que nasceu em Olhos d’Água, cresceu na fazenda Retiro, que pertencia ao Sr. Antônio Caetano Filho, onde trabalhou em lavouras até 1973, quando a família se mudou para a cidade. A partir daí, trilhou um caminho de colaboração para o crescimento do município de João Pinheiro.

Dionísio era visto como muito sério no preparo dos encontros, agindo com antecedência para que tudo desse certo. Para ele, uma festa tinha de ser “bem organizada, satisfatória, com muito movimento e com pessoas agradáveis”. Foi o que ele deixou gravado na memória do Museu de Vozes da Casa da Cultura, onde permanecerá eternizado com seu depoimento de vida.

Como servidor público, participou de abertura e manutenção de estradas, entre elas a mudança do trecho da MG 181, que deixou a Bocaina e passou a ser por cima da Serra da Maravilha, no ano de 1965.

Casou se com Adelaide em 1981 com quem teve três filhos: Frederico, Tiago e Andréia. Era muito dedicado a família e apaixonado pelos netos. Para os próximos, a certeza de que ele aproveitou a companhia de todos ao máximo serve de conforto para a enorme dor de perdê-lo para a doença que já tirou a vida de outros 529 mil brasileiros.

À toda a família, minhas sinceras condolências.
Wellington Ney

Dionísio Alves do Prado.
★ 13/09/1951
† 08/07/2021

3 COMENTÁRIOS


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Tião Rabelo
4 meses atrás

Dionisio,grande homem,simples humilde,muito integro,grande chefe de família, awui só praticou o bem,era inteligente, positivo,sincero,amigo e companheiro,de uma integridade irreparável, Deus o chamou,mais as suas obras e o seu legado permanecera vivo,tentaremos seguir os seus exemplos,que Deus o tenha no reino da glória!!!

João
4 meses atrás

Triste ver um cidadão vacinado perder a vida , tomava cuidados até demais e pegou o vírus mesmo assim

Nilza OLIVEIRA
4 meses atrás

Muito, triste que Deus conforta o coração da família..

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