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Pacientes reclamam de demora no atendimento da UPA de João Pinheiro; enfermeira chefe responde

Segundo informado pela enfermeira chefe, o atendimento no dia das reclamações foi lento por conta de vários fatores

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Na última sexta-feira, 16 de dezembro, a reportagem do JP Agora recebeu três reclamações vindas da UPA de João Pinheiro, todas elas relacionadas ao tempo de espera do atendimento. Nossa reportagem esteve no local e ouviu os pacientes e também a enfermeira chefe, que contou os motivos dos atrasos. Confira.

Nossa reportagem chegou à UPA por volta das 16 horas. As duas mulheres ouvidas primeiro não quiseram se identificar. Uma delas estava esperando atendimento desde as 13:30 horas, segundo ela, sentindo muita dor na barriga e sem conseguir ir ao banheiro há dois dias.

“Estou aqui desde 13:30 e até agora só passei pela triagem, tem muita gente na frente. Tinham mais pessoas na minha frente que estavam esperando mais de oito horas, outra com quatro. Estou passando mal tem muito tempo. Se tivesse sido mais rápido eu já poderia estar me sentindo melhor porque vim para procurar atendimento e não encontrei” disse a jovem ao nosso repórter.

A segunda paciente dizia estar com infecção nos rins. Ela passou pela triagem e resolveu ir até uma farmácia para se medicar porque não estava aguentando mais sentir dor. Quando retornou, havia perdido o lugar na fila.

“Cheguei sentindo febre, dor de cabeça, estava amarela e com infecção nos rins. Cheguei e esperei duas horas. Disse ao atendente que não aguentava mais de dor e que ia em uma farmácia ver se arrumava um remédio se não eu ia morrer de dor. Eu saí, fiquei cinco minutos, tinha dez na minha frente, mas quando voltei já tinham me chamado. Passou na frente com medo de acontecer alguma coisa, voltei e até agora nada. Precisa de mudança e muito” disse a mulher, contrariada com o fato de ter perdido o lugar na fila.

O terceiro ouvido pela reportagem foi Ubirajara. Ele foi até a UPA levar sua filha, que também estava sentindo muita dor. No caso do pinheirense, a triagem demorou mais de quarenta minutos e, quando conversou com o JP Agora, ele já estava esperando há mais de uma hora. Revoltado, Ubirajara acionou a polícia.

“Minha filha está sentindo dor. É uma dor tranquila e trouxemos ela para a UPA. Fizeram a triagem depois de 40 minutos que estávamos aqui. Procurei informação no balcão e a recepcionista me disse que tinha que esperar. Disse que não queria privilégio, mas que notei que a triagem não estava chamando e minha filha estava com dor. Já tem mais de uma hora que estamos aqui e ela ainda não foi chamada. Acionei a PM e devem aparecer daqui a pouco” disse.

A reportagem do JP Agora viu a polícia chegando ao local. No entanto, a ocorrência não foi registrada porque os militares não encontraram indícios de negligência. Então, procuramos a direção da UPA e conversamos com a enfermeira chefe Cristiane Mourão.

Dengue e acidentes

Cristiane explicou à redação do JP Agora que o número de atendimentos ambulatorias aumentou bastante nos últimos dias, muito em função da dengue.

“Nos últimos dias, os atendimentos de caráter ambulatorial na UPA aumentaram significativamente, juntamente com as suspeitas de dengue, onde as pessoas começam a passar mal e essa doença de época. A UPA está trabalhando sempre em sua capacidade máxima e as pessoas chegam, fazem a ficha, classificação de risco, para depois passar pelo atendimento médico. As pessoas são classificadas de acordo com a sua enfermidade. As reclamações se dão, na maioria das vezes, por pacientes que são atendidos dentro do prazo estabelecido pelo protocolo de Manchester” contou.

Além disso, a equipe atendeu dois acidentes de trânsito com vítimas graves e dois acidentes com cobra, o que acabou atrasando ainda mais os trabalhos amambulatoriais

“O que aconteceu hoje foi que teve dois acidentes na BR-040, chegaram quatro vítimas, inclusive um em estado grave, e quando chega paciente assim, a equipe para um pouco o atendimento ambulatorial. Chegaram mais de um caso também de acidente com cobra, então a equipe ficou mais tensa no atendimento” explicou Cristiane.

Ao final da entrevista, a enfermeira chefe se dirigiu às pessoas que apresentaram suas reclamações ao site.

“Respeitamos as pessoas que fizeram as queixas, é um momento de dor, um momento difícil, mas graças a Deus não são pessoas que estão correndo risco de morte naquele momento, porque o princípio é salvar a vida, atender cada um na sua individualidade. Pedimos a compreensão da população. Tentamos fazer o nosso melhor, talvez não conseguimos fazer tudo em um tempo muito rápido. Hoje a triagem ficou um pouco mais demorada, um caso excepcional” finalizou Cristiane.

O JP Agora reforça seu compromisso com a população pinheirense de cobrar das autoridades melhorias em todos os setores do município, buscando sempre ouvir os dois lados da história. Seguiremos à disposição para retratar os anseios de todos.

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Geraldo
1 mês atrás

Sempre fou bem atendido na UPA, parabens

Milagre
1 mês atrás

“Uma dor leve e levei pra upa” se era leve já não deveria ter ido pra UPA.
População precisa aprender que UPA é para casos graves, os postinhos servem para os leves. Deveriam reclamar menos e cada um fazer a sua parte

Geralda Melo
1 mês atrás

Pois eu só tenho que agradecer todos que lá trabalham, todas as veses que precisei sempre fui atendida com muita atenção e rapidez. 👏🏼👏🏼🙏🙏

Mistereme
1 mês atrás

A vida toda sempre demorou kkk..
Povo e sossegado …
Saudades do Dr. Gilberto kkkkk
Os funcionários do P.A sabe pq

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