O JP Agora foi às ruas de João Pinheiro ouvir o que a população pensa sobre a compra do lote milionário para a construção da nova sede da Câmara Municipal. A resposta foi praticamente unânime: ninguém aprovou. A população de diferentes bairros e profissões disseram que a cidade tem prioridades muito mais urgentes do que gastar quase R$ 2 milhões em um terreno para os vereadores.
“Tem mais coisas para fazer com 2 milhões. Eles querem comprar um lote para fazer uma nova câmara. Esses vereadores já ganham 11 mil por mês. Eu digo para vocês, determinados vereadores, não sejam sujeitos do povo, porque o povo não quer isso”, disparou um morador. Outro pinheirense foi direto: “A câmara, no lugar que ela está, está muito bom. O que eles tinham que preocupar é com a nossa água”.
Saúde, educação, estradas e buracos foram as palavras mais repetidas nas entrevistas. “Eu acho desnecessário. Tem muitas áreas que precisamos, da saúde, do escolar, da educação. A cidade cheia de buraco. Dois milhões investido para a cidade cai muito melhor do que comprar lote”, disse uma moradora. Outro entrevistado lembrou que o gasto não para no terreno: “Depois da compra do lote, 2 milhões, eles vão ter que arcar com a construção. E a construção não vai ficar barata”.
Apenas um dos entrevistados se mostrou favorável, classificando a compra como sinal de que a cidade está crescendo e evoluindo. Todos os demais, no entanto, questionaram a necessidade da aquisição e pediram que os recursos sejam direcionados para áreas que consideram prioritárias, como remédios, médicos, asfalto e infraestrutura dos bairros.
Votação é hoje
A opinião da população chega em um momento decisivo. Nesta segunda-feira (27), às 18h, os vereadores votam o Projeto de Decreto Legislativo 010/2026, que propõe rejeitar o veto do prefeito Gláucon Cardoso à compra de quatro lotes que somam 2.064 m², avaliados a R$ 900 o metro quadrado, totalizando quase R$ 1,9 milhão. O pagamento seria feito em seis parcelas com recursos do duodécimo da Câmara.
O projeto já foi aprovado anteriormente por 7 votos a 6, com o presidente Gordinho do Açougue dando o voto de desempate. O prefeito vetou a compra apontando sobrepreço, já que a Comissão de Avaliação de Bens do Município concluiu que terrenos semelhantes na região valem entre R$ 550 e R$ 700 o metro quadrado. Para derrubar o veto, é necessária maioria absoluta dos vereadores.
Se você quer saber como os seus representantes vão votar, esse é o momento de ocupar o plenário e cobrar transparência.
