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João Pinheiro
sexta-feira, outubro 22, 2021

Tribunal Superior Eleitoral quer saber se PT fez repasses de recursos do fundo partidário a defunto

Tribunal identificou R$ 1.109.840,40 pagos a fornecedores com CPF cancelados por óbitos ou a empresas inaptas ou baixadas antes da execução dos serviços

Uma análise preliminar feita por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas contas partidárias de 2019 do Partido dos Trabalhadores (PT) levou a Corte a pedir explicações à legenda em razão de gastos inicialmente suspeitos, incluindo repasses a uma pessoa que contava na Receita Federal como falecida.

No documento Informação 37/2021, incluído no processo de prestação de contas em março, relevado primeiramente pelo site O Antagonista, e ao qual o jornal O TEMPO teve acesso nesta quarta-feira (6), o TSE cobra que o partido manifeste-se quanto aos fornecedores informados na prestação de contas, com relação a inconsistências na base dados da Receita Federal.

No total, o TSE identificou R$ 1.109.840,40 pagos a fornecedores com CPF cancelados por óbitos ou a empresas inaptas ou baixadas antes da execução dos serviços.

Entre eles está o caso de Maria Diva de Faria, que teria recebido, segundo relatório do TSE, dois repasses iguais de R$ 302.681,26 em 6 de dezembro de 2019, quando o CPF estava já cancelado em razão de óbito.

Também foram identificadas outras inconsistências, como um pagamento de R$ 76 mil à empresa Gabriel Monteiro Produções Artísticas, que constava na receita como inapta.

O mesmo problema se deu em relação à Blue Cards Refeições (R$ 5.677.88) e à CEP com Estrat. Política Ltda. (R$ 200 mil). Por fim, o TSE também pediu explicações sobre um pagamento de R$ 222.800,00 à Toni Cotrim Comunicação S/S Ltda. em 31 de dezembro de 2018. A empresa constava como baixada desde novembro de 2017.

O TSE também pediu que o partido se manifestasse quanto a uso indevido de fundo partidário para despewsas como IPTU e IPVA, multas de trânsito, entre outros.

À Justiça Eleitoral, o PT negou qualquer irregularidade e apontou que as inconsistências teriam se dado em razão de erros da Receita Federal.

Caso os problemas não sejam esclarecidos e as contas sejam no futuro desaprovadas, segundio a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995), a legenda seria obrigada a devolver a quantia, acrescida de multa de 20%.

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João
15 dias atrás

Parace um bando de gafanhotos onde passa faz devassa ,

Eu
15 dias atrás

Tá bom,foi o Bolsonaro……….kkkkkkkk

DE olho
15 dias atrás

Aguardando, sentado, o dia em que o site publicará UMA linha sobre as rachadinhas… ou melhor, sobre o Crime de Peculato relacionado à Primeira Família…

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