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Escolas particulares anunciam retorno das aulas presenciais em João Pinheiro

O ensino presencial foi autorizado para cidades da Onda Amarela do Minas Consciente; rede pública municipal não deve seguir mesmo caminho

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As escolas particulares de João Pinheiro já providenciaram o retorno das aulas presenciais para a próxima semana. A decisão foi fundamentada na deliberação do comitê extraordinário da Covid-19, que autoriza o retorno para cidades na Onda Amarela do Minas Consciente, na qual o município está inserido, desde que uma série de exigências seja cumprida.

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O JP Agora apurou que o Colégio Darcília Coímbra e o Colégio Visão pretendem retornar com o ensino presencial na semana que vem através da aplicação de um sistema híbrido, de modo que as atividades aconteçam tanto na modalidade presencial como remotamente. Assim, segundo fontes consultadas pela equipe de reportagem, o retorno foi marcado para terça-feira, 18 de maio.

A medida é legal e foi regulada por uma deliberação do Comitê Extraordinário Covid-19, do Estado de Minas Gerais, que autoriza o retorno do ensino presencial nas cidades que integram a Onda Amarela, para a qual João Pinheiro avançou no início de maio e, desde então, as escolas aguardavam um posicionamento oficial do município sobre a questão.

O pronunciamento oficial demorou e um grupo de pais chegou a se manifestar na Câmara Municipal pedindo para que pudessem escolher enviar seus filhos à escola ou não. Ao que parece, o pronunciamento oficial não ocorreu, mas as escolas resolveram tomar partido mesmo assim se pautando no que diz a determinação.

O que diz a determinação, posicionamento oficial e retorno nas escolas públicas

A deliberação do comitê autoriza o retorno das aulas presenciais nos municípios que estão na Onda Amarela do Minas Consciente. As ondas, como sabido, consideram diversos fatores locais e classificam o risco de acordo com os números locais. João Pinheiro passou a integrar a Onda Amarela no início de maio.

A preocupação com a segurança foi levada muito a sério pelo comitê, tanto que já em seu primeiro artigo, a deliberação aponta diversas exigências para o retorno, dentre elas, a opção de escolha pelo ensino remoto ou presencial, o retorno gradual, fiscalização rígida das medidas de proteção e conscientização/comunicação ativas durante todo o processo entre escola e pais.

Seguindo, no artigo 3º, é exigido que fatores locais sejam considerados pelos municípios para que o retorno seja seguro, dentre eles: a apresentação de um projeto pedagógico, recursos humanos, infraestrutura escolar, situação epidemiológica e protocolos de biossegurança. Segundo Bárbara Mendonça, proprietária do Colégio Darcília Coímbra, a instituição adotou todas as medidas necessárias, mas, mesmo assim, não foi ouvida.

“Faltou compreensão das autoridades desde o início. Não houve esforço pra pensar em um planejamento de volta às aulas. Desde maio nosso protocolo estava pronto pra retorno com todas as restrições sanitárias estabelecidas. Mas não quiseram nem nos ouvir. Sempre defendemos o sistema híbrido, a permanência em menor tempo na escola, a supressão do intervalo pra evitar circulação, o rodízio de alunos. Era isso que queríamos e pedimos desde sempre: diálogo, boa vontade, disposição pra resolução” exclamou Bárbara em entrevista concedida ao JP Agora sobre o retorno das aulas presenciais em João Pinheiro.

Ainda segundo Bárbara Mendonça, apenas 30% dos alunos estão assistindo as aulas presencialmente. “O comparecimento presencial é absolutamente opcional. Só para quem precisar ou quiser”, afirmou.

A situação na rede pública, no entanto, é um pouco diferente. Foi apurado pelo JP Agora que, mesmo com a deliberação favorável do comitê, o retorno das atividades presenciais na rede pública está impedido por uma determinação judicial. Assim, prefeitura e secretaria de educação aguardam um posicionamento da Secretaria Estadual de Educação acerca do assunto.

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